Mundo ficciónIniciar sesiónO sangue seca mais rápido do que a memória.
Ainda sinto o cheiro dele nas mãos, mesmo depois de tantos banhos. O estalo do disparo ainda vibra nos meus ouvidos, como um tambor ancestral que não para de bater. Eu matei meu pai. Meu pai de sangue. O homem que me deu origem, que me abandonou e que, no fim, ergueu a arma contra mim e contra aqueles que eu amo e que me acolheram.Não havia honra naquele gesto. Nem redenção no que fiz.Havia apenas sobrevivência.






