A noite caiu cedo naquela quinta-feira, como se o céu também estivesse cansado demais para nos dar mais luz. A mansão respirava numa cadência lenta, carregada de um silêncio que não era paz — era aviso. Eu podia senti-lo nas paredes, no ar, na madeira que estalava feito ossos antigos. O perigo não precisava bater à porta para ser percebido; ele caminhava entre nós como um perfume velho, familiar e evitado.
Vitória atravessava o corredor correndo, os cabelos balançando soltos, e eu precisei segu