((Elena))
Eles acham que ninguém vê.
Mas eu sempre vi.
Nesta casa, palavras nunca foram suficientes. Era nos gestos, nos silêncios e nos olhares que as verdades se escondiam. E eu aprendi, muito antes de Anna cruzar estes portões, a ler o que não era dito.
Fui esposa do irmão de Vittorio. Viúva cedo demais. Desde então, permaneci aqui, não por obrigação, mas porque essa casa sempre precisou de uma voz que não gritasse, mas que fosse ouvida. Comandei os criados, organizei festas, segurei mãos e