O sábado cobrou cedo.
Érica acordou às cinco e quarenta e dois da manhã com a clareza específica de quem não dormiu o suficiente para esquecer o que aconteceu na noite anterior. Não havia aquele segundo de graça que o sono às vezes oferece — o segundo antes de a memória voltar, quando o mundo ainda é neutro. Ela acordou com o beijo já presente, já real, já pesando com o peso integral de uma coisa que existia e que não havia existido antes da noite anterior.
Ficou deitada olhando para o teto.