O clube de Ribeirão Fundo tinha uma qualidade específica de lugar que não mudava.
Não era falta de reforma — havia sido pintado dois anos antes, as mesas do salão eram novas, o sistema de som havia sido trocado na gestão anterior da diretoria com uma solenidade que a ata da reunião havia registrado como conquista histórica. Mas havia algo na estrutura do lugar — no cheiro de madeira velha e cloro da piscina que entrava pela janela lateral, no jeito que a luz do teto espalhava de forma levemente