Na quinta-feira, Maya acordou com uma sensação diferente das anteriores.
Não era alerta.
Não era tensão.
Era permanência.
Ela demorou alguns minutos na cama, observando a luz suave que entrava pela janela. Não havia pressa para levantar, nem pensamentos acelerados tentando antecipar conflitos. Pela primeira vez desde que saíra da casa de Orion, a ideia de futuro não vinha acompanhada de cálculo defensivo.
Levantou-se e seguiu a rotina simples que havia criado para si: café forte, janela aberta,