O domingo amanheceu silencioso demais para ser casual.
Maya percebeu isso assim que abriu os olhos. Não era o silêncio do apartamento provisório — aquele já lhe era familiar. Era um silêncio interno, um tipo raro de pausa que surge depois de decisões bem sustentadas. O sábado tinha deixado marcas sutis: não de saudade dolorosa, nem de ansiedade, mas de alinhamento.
Ela se levantou devagar, caminhou até a janela e abriu a cortina o suficiente para deixar a luz entrar. A cidade seguia seu ritmo h