Maya acordou antes do despertador.
O quarto estava mergulhado em penumbra, e por alguns segundos ela teve a ilusão de que tudo não passara de um sonho ruim — a ligação, a pressão invisível, a decisão que não parecia escolha. Bastou se mexer na cama para sentir o peso no peito voltar inteiro.
Era real.
Levantou-se devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar algo que ainda tentava preservar. A mala estava encostada na parede, discreta demais para o impacto que representava. Não est