O carro parou duas quadras depois da casa de Orion.
Maya pediu ao motorista que desligasse o motor por alguns minutos. Precisava de silêncio — não o silêncio vazio, mas aquele que permite reorganizar a respiração depois de algo que desloca tudo por dentro.
A rua era comum. Árvores alinhadas, uma padaria ainda abrindo as portas, pessoas que começavam o dia sem saber que, para ela, algo tinha sido arrancado do lugar. Maya apoiou a testa no vidro frio por alguns segundos, sentindo a garganta apert