Não consigo deixar de sorrir ao vê-la tão atrapalhada, perdida em seus próprios pensamentos enquanto lava a louça. Apesar do jeito desajeitado, ela tem uma beleza natural que me encanta. Encosto-me na parede, cruzo os braços e a observo em silêncio, aproveitando o momento em que ela não percebe minha presença.
Ela canta baixo, distraída:
— Ayer te vi solita... esa carita bonita...
Seu cabelo preso em um coque deixa seu pescoço exposto, vulnerável, convidativo. Me aproximo em passos silencios