O silêncio depois da provocação durou pouco.
Curto demais.
Porque, no segundo seguinte, tudo se moveu.
Rápido.
Coordenado.
Sem grito, sem aviso.
Um dos homens avançou primeiro.
Helena mal teve tempo de reagir.
Mas, dessa vez, o corpo não travou.
Ela recuou um passo, instintivo, sentindo o coração disparar enquanto o ar ficava pesado demais pra respirar direito.
— Para!
A voz ao lado dela cortou o movimento.
Firme.
Autoritária.
E, por um instante… funcionou.
O homem parou.
Não por obediência.
Ma