Fico sem graça ao perceber que passei dos limites. Deixei a Sara entrar na minha cabeça.
— Eu estava pensando que… — começo a falar, constrangida, mas o senhor William me interrompe.
— Eu admito que aquela noite ficou na minha cabeça — diz, olhando diretamente para mim. — Mas eu sei separar trabalho da vida pessoal, senhorita Emma. Não sou o pervertido que você pensa.
Sinto o rosto esquentar imediatamente.
— Me desculpa, senhor William. Eu entendi tudo errado — falo, completamente envergonhada com a situação.
— Apenas faça o seu trabalho, senhorita Emma — responde friamente, dando meia-volta e voltando para a sua mesa.
— Eu vou ver se consigo uma vaga no mesmo hotel em que o senhor vai ficar — digo, virando-me para sair da sala.
— Pode ficar no meu quarto, senhorita Emma. A suíte presidencial é enorme. Eu não faria nada com você… só se me pedisse.
As palavras dele me atingem em cheio. Sinto algo estranho se revirar no meu estômago, uma mistura perigosa de nervosismo e algo que me recu