Seguro o celular com mais força, sentindo a vergonha e a culpa me engolirem enquanto espero o ônibus que ainda não apareceu.
— Ele me beijou, Sara… e eu retribuí, mesmo sabendo que ele era casado. Eu estou com muita vergonha — falo, com a voz fraca.
— Que filho da puta, Emma. Mesmo sendo casado, ele passou a noite com você — Sara explode do outro lado da linha.
Meu peito aperta imediatamente e o rosto da minha mãe surge na minha mente. Ela não pode saber disso.
— Fala baixo, por favor… pra minh