Quando a porta se fechou atrás dos pais de Leonardo e de Helena, Isadora ainda estava recostada na poltrona, tentando controlar o coração que batia acelerado. A cena ainda ecoava em sua mente como um pesadelo: ser flagrada vulnerável, quase desmaiada, enquanto os olhares de julgamento se cravavam nela como punhais.
As palavras do pai dele, tão frias e carregadas de desprezo, repetiam-se sem parar: “Você jogou fora anos de tradição por isto?” Ela era o “isto”. Não um nome, não uma pessoa. Apenas