NICK
Eu não acredito em fantasmas. Acredito em arquivos mal fechados.
A noite já tinha avançado quando o telefone tocou na linha direta que quase ninguém usa. Não era número pessoal, não era ligação social, não era algo que pudesse esperar até a manhã seguinte. O identificador exibiu o nome de Harrison.
Eu atendi no segundo toque.
— Fale.
Ele não costuma hesitar. Advogados do porte dele aprendem cedo que silêncio mal colocado é fraqueza.
— Precisamos conversar — disse.
— Estamos conversando.
Um