Capítulo 8 — Eliza Vasconcelos
Meu braço ainda doía.
Não uma dor insuportável.
Mas uma lembrança constante do que tinha acabado de acontecer.
Caminhei as duas quadras restantes até o escritório tentando manter a compostura, segurando a pasta encharcada contra o corpo, a bolsa no ombro e o orgulho — esse eu segurava ainda com mais força.
Eu não sabia se estava mais irritada com o acidente…
ou com os documentos destruídos.
Provavelmente os dois.
O salto ecoava na calçada, firme, mesmo com meu c