O sol já começava a descer quando eles deixaram o Ibirapuera. Julian caminhava ao lado dela com as mãos nos bolsos, mas seus olhos não paravam de voltar para Clara. Ela sentia cada olhar como uma carícia física.
— Você não pode voltar pra casa hoje — disse ele, a voz baixa enquanto atravessavam a rua. — Gustavo está fora de controle. Fica mais uma noite. Eu durmo no sofá de novo.
Clara hesitou por apenas dois segundos. O medo de Gustavo ainda existia, mas era menor que o medo de passar outra no