Narrado por Maksim
Eu estava quase entrando na minha cobertura quando ouvi uma voz atrás de mim.
Voz feminina: Maksim, espera!
Fechei os olhos. Respirei fundo.
Puta que pariu.
Me virei devagar e lá estava ela: Yelena. Vestida como sempre: exagerada, montada, cheia de coisa que ela só tem porque alguém pagou. No caso… não fui eu.
Ela veio correndo na minha direção como se a gente tivesse algum laço especial.
Yelena: Maksim, você saiu… você saiu da prisão e ninguém me avisou nada. Eu fui perguntar pro teu advogado quando seria a próxima visita e ele disse que você já estava livre. Por que você não me disse nada?
Maksim: Primeiro, não me chama de “amor”. Eu nunca te dei liberdade pra isso. Segundo: ninguém tinha que te avisar porra nenhuma. Eu disse que não queria você me visitando mais. É surda ou só teimosa?
Ela fez aquela cara de coitada que ela finge muito bem.
Yelena: Maksim, eu fiquei todo esse tempo visitando você. Eu e sua mãe. Eu levava tudo que precisava, fiquei do teu lado com