Lorenzo di Capri
Demorei mais do que gostaria para recuperar o controle.
A raiva vinha em ondas, lentas, profundas, difíceis de conter.
Pensar que Antonella poderia ter estado esse tempo todo fora do meu alcance… não apenas viva, mas protegida, me fazia sentir um idiota.
Passei a mão pelo rosto, respirando fundo, negando com a cabeça.
— Incompetência. — murmurei.
Procurei em portos, cidades, clínicas privadas, rotas internacionais. Pessoas sumiram por muito menos do que isso. E ainda assim, ela havia escapado. Com a minha filha.
Apertei o interfone.
Minutos depois, Rocco entrou no escritório. O olhar relaxado demais para alguém que sabia com quem estava lidando.
Rocco:
— Eu estava ocupado quando mandou me chamar. Espero que seja importante.
Lorenzo:
— Eu encontrei a Antonella.
— E a Lorena.
O sorriso dele desapareceu.
Rocco:
— Está brincando comigo.
Lorenzo:
— Não brinco com coisas que pertencem a mim.
Rocco respirou fundo.
Rocco:
— O senhor procurou por anos…
Lorenzo:
— E ela estava