Lorenzo di Capri
O motorista abriu a parte de trás da van devagar, como se estivesse esperando levar um tiro a qualquer segundo. Quando a porta se escancarou por completo, eu senti o chão sumir debaixo dos meus pés.
Nada.
Só caixas, embalagens lacradas, bonecos embalados como carga de contrabando.
O silêncio caiu pesado.
Matteo olhou pra mim. Depois pros homens. Depois pra van de novo. Ninguém falava nada. A tensão travou o ar como se alguém tivesse desligado o oxigênio.
Eu não pensei.
Arranque