Lorenzo di Capri
Eu já estava à beira de perder o controle quando meu informante ligou.
A voz dele vinha baixa, contida, daquele jeito típico de quem sabe que está atravessando uma linha perigosa.
Disse que as mulheres estavam saindo.
Falou do modelo da van, da placa, da rota internacional que seria usada para deixar o território russo em direção à região costeira. Disse também que havia homens armados na parte traseira, fazendo a escolta. Não soube precisar quantos.
Isso não me preocupava.
Eu tinha soldados suficientes para transformar aquela estrada num cemitério.
Se Lorena não estivesse lá dentro, eu não teria hesitado um segundo: teria mandado tudo pelos ares, sem deixar vestígio, sem corpo para chorar. Mas aquela criança era meu sangue, e sangue não se perde.
Matteo já havia separado os melhores homens.
Quatro carros, motores ligados, comunicação limpa, armas revisadas. Cada veículo com cinco soldados experientes — homens que já tinham matado por mim e morreriam se fosse necessár