Lorenzo di Capri
Quando chegamos ao território, a cena era de puro colapso.
Homens corriam em todas as direções. Gritos cortavam o ar. Mulheres puxavam crianças pelos braços, tentando escapar da linha de fogo. Animais enlouquecidos atravessavam a rua enquanto rajadas de fuzil ecoavam entre os prédios e vielas estreitas. O cheiro de pólvora se misturava ao de fumaça e metal quente.
Aquilo não era uma invasão silenciosa.
Era um ataque para humilhar.
— Avança. Direto para o centro — ordenei.
Matteo acelerou sem discutir. No caminho, dois dos meus homens surgiram correndo, suados, o olhar tomado pelo pânico.
— Don, eles já chegaram ao depósito principal. Incendiaram a mercadoria e estão retirando armamento pesado.
Fechei o maxilar.
Matteo soltou uma risada curta, amarga.
— Perfeito. Hoje tudo deu errado na ordem exata. Não recuperamos a família, fomos enganados com uma isca ridícula… e agora estão destruindo o que é nosso.
Virei o rosto para ele, o olhar frio.
— Maskim passou de todos os