Maksim
Depois de repetir todas as instruções para Ivan mais de uma vez, finalmente consegui entrar no carro e seguir viagem para fora de Moscou. O caminho foi silencioso. Não havia assunto que rendesse depois de horas de estrada, e eu não tinha a menor vontade de conversar.
Chegamos ainda cedo. Cedo o suficiente para eu acreditar, ingenuamente, que ninguém estaria acordado.
Assim que coloquei o pé na cozinha, percebi o erro.
Anya estava ali, concentrada, preparando o café. O detalhe impossível de ignorar era o rosto completamente coberto por um creme branco. Por um segundo, achei que tivesse entrado na casa errada.
— Porra… — soltei no susto. — Quer me matar do coração?
Ela virou o rosto devagar, a colher de pau firme na mão.
Anya:
— Você nunca viu uma mulher cuidando da pele, Maksim? Nem bom dia dá e já começa gritando. Estou preparando o café da menina, que tem médico daqui a pouco, e você entra feito um animal.
Passei a mão no rosto.
Maksim:
— Bom dia… desculpa. Foi susto.
Anya:
—