Rayana acordou antes do despertador tocar.
Não foi um susto, nem um barulho específico. Foi aquela sensação estranha de que alguém estava olhando. Como quando você vira de repente na rua porque tem certeza de que alguém chamou seu nome — e não tem ninguém.
O quarto ainda estava escuro. As cortinas pesadas da mansão deixavam entrar só uma faixa fina de luz cinza da madrugada. Ela ficou deitada alguns segundos, ouvindo.
Silêncio.
Depois… o som distante de passos no corredor. Provavelmente um