Ponto de vista: Rayana
Dois meses.
Era tempo demais para alguém como eu.
Dois meses vivendo dentro da casa de outra pessoa sem já ter decidido como iria destruí-la — ou, no mínimo, desmontá-la por dentro. Dois meses sem um plano claro, sem uma linha final traçada, sem aquela excitação silenciosa que sempre me acompanhava quando o golpe começava a tomar forma na minha cabeça.
Eu nunca entrava em um jogo sem saber como sair.
E, ainda assim,