Rayana estava bem.
O curativo estava limpo.
A febre nunca chegou.
Os exames deram normais.
A bala tinha atravessado o ombro sem tocar nada essencial.
O médico repetiu três vezes:
— Foi um milagre simples. Nada grave.
Rayana gostou daquela expressão.
Milagre simples.
Soava quase irônico para alguém como ela.
Ela estava sentada na cama, cabelo preso de qualquer jeito, olhando o quarto amplo do novo hospital. Não era o hospital para onde tinha sido levada primeiro. Era outro.
Maior.