Cristian sempre acreditou que paciência era uma virtude estratégica.
Mas naquela semana, paciência virou veneno.
Rayana já estava em casa. Com menos dores mas, reclamava do curativo que coçava, discutia com a governanta sobre o tempero do jantar e implicava com a segurança excessiva como se aquilo fosse apenas mais um exagero da personalidade controladora dele.
Para ela, a vida estava voltando ao normal.
Para Cristian, não.
Nada estava normal.
Porque alguém tinha apontado uma arma para ela.
E p