Tijolo por tijolo, gesto por gesto, silêncio por silêncio.
Beijei seus cabelos e balancei devagar, tentando acalmar a nós dois.
As lágrimas vieram sem aviso.
Quentes, silenciosas, insistentes.
Reprimi a vontade de chorar alto, mas a garganta ardia, e a dor me rasgava por dentro como uma lâmina afiada.
O resto do dia passou em um estado de torpor — tudo parecia envolto em um nevoeiro cinzento, como se o tempo tivesse parado.
Zahir não voltou.
Nem uma palavra. Nem um sinal.
O silêncio dele era mais ensurdecedor do que qualquer discussão.
Passei as horas