Isla nunca se sentira tão exposta.
A galeria, que momentos antes era um refúgio silencioso, transformara-se num palco. Kai estava ao seu lado, a mão ainda entrelaçada na sua. Ezra estava diante dela, os olhos claros faiscando sob a luz dourada que trespassava a montra. E entre eles, o quadro de papoilas ardia como uma profecia.
"Então é isto", repetiu Ezra, a voz calma demais para ser inocente. "O padeiro."
Kai não recuou. Não quando Ezra deu um passo em frente. Não quando o ar ficou denso como