Mais tarde, Mia parou na porta do quarto de Elara, apoiando o ombro no batente antes mesmo de bater. Ainda havia um resto de tensão no ar, mas já não era aquele peso sufocante de antes — era mais um silêncio cansado, daqueles que vêm depois de uma discussão que mexe mais do que deveria.
Ela bateu de leve e entrou sem esperar resposta.
Elara estava sentada na cama, os olhos perdidos em algum ponto que não era o quarto, como se ainda estivesse revivendo cada palavra dita minutos atrás.
Mia