POR MAIA
Acordei com a sensação de que um caminhão tinha passado por cima da minha cabeça.
Meu corpo inteiro doía.
Abri os olhos devagar e imediatamente me arrependi. A claridade entrando pelas frestas da janela parecia agressiva demais para alguém que tinha bebido como eu na noite anterior.
Gemendo baixo, virei o rosto para o lado.
Valéria já estava acordada.
Ela estava sentada na ponta da cama mexendo no celular, usando uma das minhas camisetas largas como pijama, os cabelos curtos presos de