32. Limites invisíveis
Emilly
Os olhos de Vivienne estavam fixos em mim, eu estava sentada na mesa de nossa cozinha, presa à cadeira com uma força magnética que não me permitia me mover, mesmo que eu desejasse fugir da sua presença.
Vivienne não falava nada. Ela não precisava.
Seus olhos estavam fixos em mim. Julgando, condenando sem sequer me dar a chance de me defender.
Eu queria fugir, mas em meu interior eu sabia que não havia escapatória. Eu estava presa, eu estava…
Meu coração batia com força quando enfim consegui me mover e abrir os olhos. Ainda estava deitada em minha cama com a luz do dia invadindo o quarto pela janela.
Mais um pesadelo, mais uma noite exaustiva.
A sensação de dormir sem conseguir de fato descansar era opressora, e já tinha dias que eu sofria desse mal.
Eu me levantei, sabendo que seria impossível voltar a dormir. Assim que me arrumei, saí do quarto encontrando a casa silenciosa.
Diferente do dia anterior, não encontrei ninguém para aplacar meus anseios. Tomei café da manhã sozin