Eu tô parada ali, encostada na parede fria, o coração batendo tão forte que parece que vai explodir no peito. O Felipe sumiu correndo, nem olhou pra trás. E agora só sobrou eu e ele.
O Jogador.
Meu padrasto.
O homem que me criou.
O dono do morro.
Ele tá na minha frente, alto pra caralho, peito subindo e descendo rápido, olhos pretos brilhando de uma raiva que eu nunca vi de tão perto assim.
Eu sinto o ar pesado. A música da festa ainda rola lá longe, abafada, mas aqui no canto escuro atrás