Acordo com o sol ainda tímido, atravessando a fresta da cortina e desenhando faixas claras na parede do quarto. O silêncio da casa é diferente nesse horário, quase respeitoso. Não tem rádio ligado, não tem vozerio de funcionário, não tem barulho de portão. Só o som da respiração dela.
Passo a mão pelo peito e sinto o cabelo dela. Com as pontas roxas, espalhadas sem ordem, como se ela tivesse deixado um mapa de lembranças em mim. Um sorriso puxa meu canto da boca sem pedir permissão.
Ela fico