A Sayuri tá parada em pé usando meu roupão, o olhar dela é de pânico.
O interfone toca de novo.
Uma vez só.
Curto. Seco.
Daquele jeito que não é visita boa. É gente que não pede licença, que chega impondo presença. O barulho corta o clima do quarto e me puxa de volta pra realidade na marra. O morro não dorme. A treta nunca respeita momento.
Ajeito a bermuda, enfio o pé no chinelo e saio do quarto sem olhar pra trás. Nem falo nada pra Sayuri. Não por grosseria. É instinto. Quando o bagulho é in