Eu saio da casa do Vassoura com o corpo ainda fervendo. Os nós dos dedos ardem, inchados da surra que eu dei nele, o sangue seco grudado na pele. A raiva não passou — só se transformou em outra coisa. Algo frio, afiado, que corta por dentro. Mas tá tranquilo entre nós, ele é meu cria pô.
Eu monto na moto sem falar nada, acelero forte, o ronco do motor rasgando o pouco silêncio do morro. O vento bate na cara, mas não refresca. Nada refresca.
Chego no QG em dois minutos. Jogo a moto no chão, nem