Ainda tava com a Sayuri no colo quando a realidade começou a afundar na minha cabeça.
Ela tá grávida.
Eu vou ser pai.
A palavra ecoava dentro de mim igual tiro em beco fechado. Pai. Eu. O cara que cresceu achando que não merecia nada, que tava tão quebrado por dentro que nem filho podia ter. E ali estava ela, a japinha mais linda do mundo, com o nosso bebê na barriga.
Ela se mexeu no meu colo, virou o rosto pra mim.
— Preciso contar pra Daiane — ela falou, a voz ainda fraca. — Ela não vai