Romeu não era um homem de palavras doces. Nunca fora. Mas havia algo em Isabella que desestruturava sua lógica, que desfazia seus silêncios, que o fazia aparecer na cabana dela a noite com um saco de lenha no ombro e uma garrafa de vinho na mão, como se fosse o gesto mais natural do mundo.
— Está esfriando — disse ao entrar sem pedir permissão, o olhar direto. — Achei que poderia usar isso.
Isabella o encarou, arqueando uma sobrancelha.
— Ei, eu pago aluguel, você lembra? Achei que isso me dar