Daniel
Naquela manhã, acordei antes mesmo do sol dar sinal de vida. O chalé estava mergulhado num silêncio acolhedor, envolto pela névoa que cobria o jardim lá fora, deixando tudo com um ar quase mágico. Sentei na beira da cama, esfreguei o rosto com as mãos e, instintivamente, olhei para o lado. Sorri. Karina ainda dormia, encolhida debaixo do edredom, com os cabelos castanhos espalhados pelo travesseiro e uma expressão tão calma que parecia flutuar em sonhos bons. Aquela visão era tudo.
De