Veio uma voz grave do lado:
— Senhor Grant, o seu carro.
— Um segundo. — Michael parou com um dedo erguido, sem se virar. — Antes eu preciso entender uma coisa.
O manobrista segurou a porta aberta do Bentley e deixou o motor ronronando como uma fera impaciente na calçada do The Ritz London. Eu estava preparada para tudo, menos para um olhar tão avassalador quanto aquele. Dentro de um sobretudo longo que engolia o terno, a seriedade de Michael tirava meu fôlego.
— Estou curioso — disse pausado.