— Obrigada por me avisar, Odete. Estou quase chegando ao hospital.
— Que bom, querida — respondeu. — Tenho certeza de que o Renato vai se sentir melhor sabendo que você se preocupa com ele.
As palavras ecoaram na mente de Sara. Seria mesmo verdade? Será que ele gostaria de recebê-la ali? A dúvida se instalou, acompanhada de um aperto no peito.
Assim que desligou a chamada, virou o rosto para Humberto e esboçou um sorriso mais tranquilo.
— Ele está bem e fora de perigo — anunciou, aliviada.
— É… eu percebi isso pela sua expressão — comentou ele, lançando-lhe um olhar rápido antes de voltar a atenção para a estrada. — Vejo que esses dias de viagem juntos acabaram te aproximando mais dele.
Humberto disse aquilo sem maldade, mas a observação foi direta demais. Sara sentiu o sorriso vacilar por um instante, como se tivesse sido pega desprevenida por uma verdade que não sabia como encarar.
— Do que você está falando? — rebateu. — Já te disse que nada entre nós mudou.
— Isso é o que você diz