Quando chegou à fazenda, ainda de madrugada, Sara foi recebida por Eliene, uma das empregadas. O olhar da mulher se arregalou ao notar suas roupas manchadas de sangue e os cortes visíveis pelo corpo.
Embora não quisesse trocar nenhuma palavra com ela, Eliene estava preocupada em relação ao patrão.
— Como o senhor Renato está? — perguntou, preocupada.
— Ele ficou no hospital — respondeu, com a voz cansada. — Estava em cirurgia quando saí de lá.
— Você saiu sem saber do desfecho? — questionou, surpresa.
— A Lorena ficou com ele — explicou. — Ela é a pessoa mais adequada para acompanhá-lo nesse momento.
Repetia aquilo quase como um esforço para convencer a si mesma. No fundo, não acreditava nas próprias palavras. Se fosse sincera, queria estar ao lado dele.
— É verdade — Eliene concordou, com um tom que soou como provocação. — A Lorena é mesmo a pessoa mais adequada. Ela conhece o Renato como ninguém. Ele confia nela de olhos fechados… ao contrário de algumas pessoas.
Sara poderia rebate