O pedido não veio como ordem, mas como um desafio sutil, o que a deixou morrendo de vergonha. Tudo aquilo era novo para ela e, por mais que não quisesse admitir, seu corpo reagia antes que pudesse organizar os próprios pensamentos. Sentiu o rosto esquentar, o coração bater acelerado e desviou o olhar por um breve instante, como se aquilo pudesse escondê-la dele.
Renato percebeu. Sempre percebia.
— Está com vergonha de quê, Sara? Do que está sentindo… ou de gostar disso?
Aquela era a parte em que ela não o suportava. Ele era direto demais, sem qualquer filtro, como se tirasse prazer em colocá-la contra a parede com palavras, em expor exatamente aquilo que ela ainda não sabia nomear. Aquilo a deixava confusa, dividida entre a vontade de recuar e a irritação por ele enxergar com tanta clareza o que tentava esconder até de si mesma.
Ela mordeu o lábio, numa tentativa quase inútil de recuperar algum controle. Não gostava da sensação de estar sendo lida com tanta facilidade, de ter as reaçõe