Como não conseguiu nada com Sara, Renato saiu do quarto novamente, mas desta vez deixou bem claro que não queria que ela saísse dali por nada. Cansada e sabendo que não tinha forças para lutar, ela apenas se deitou na cama, vencida pela dor e pelo cansaço.
Quando já estava quase dormindo, o celular começou a tocar. Era sua mãe.
Pensou em ignorar mais uma vez, mas algo dentro dela disse que deveria atender.
— Alô, mãe.
— Ah, até que enfim — disse Soraya, do outro lado da linha, com a voz nada amigável. — Eu já estava começando a achar que você tinha resolvido sumir de vez.
Sara fechou os olhos por um instante, respirando fundo.
— Não vai perguntar como estou? — ela perguntou, mesmo sabendo que a mãe não parecia se importar nem um pouco.
— Acho que deve estar muito bem — ironizou a mãe. — Porque o que chegou até mim deixa tudo bem claro.
— Do que está falando? — perguntou, cansada.
— A Raquel me ligou, sabia? Disse que se encontrou com você.
— Pois é, eu a encontrei bem feliz num hotel