53: Filha preferida

Como não conseguiu nada com Sara, Renato saiu do quarto novamente, mas desta vez deixou bem claro que não queria que ela saísse dali por nada. Cansada e sabendo que não tinha forças para lutar, ela apenas se deitou na cama, vencida pela dor e pelo cansaço.

Quando já estava quase dormindo, o celular começou a tocar. Era sua mãe.

Pensou em ignorar mais uma vez, mas algo dentro dela disse que deveria atender.

— Alô, mãe.

— Ah, até que enfim — disse Soraya, do outro lado da linha, com a voz nada amigável. — Eu já estava começando a achar que você tinha resolvido sumir de vez.

Sara fechou os olhos por um instante, respirando fundo.

— Não vai perguntar como estou? — ela perguntou, mesmo sabendo que a mãe não parecia se importar nem um pouco.

— Acho que deve estar muito bem — ironizou a mãe. — Porque o que chegou até mim deixa tudo bem claro.

— Do que está falando? — perguntou, cansada.

— A Raquel me ligou, sabia? Disse que se encontrou com você.

— Pois é, eu a encontrei bem feliz num hotel
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