No corredor do hotel, Renato caminhava lentamente, com a mente ainda presa à mulher que havia deixado no quarto. Por mais que não quisesse, lembrar-se dela o deixava inquieto, fora de controle.
— Que merda… — murmurou para si mesmo. — Isso só pode ser falta de sexo.
Desde que havia saído do bordel, não estivera mais com nenhuma mulher. E, para alguém que sempre teve uma vida sexual ativa, aquilo parecia mais um castigo do que uma escolha.
Passou a mão pelo rosto, irritado consigo mesmo. Não podia se arriscar a encontrar nenhuma garota de programa ali. Um lugar como aquele estava cheio de gente conhecida, funcionários atentos e hóspedes curiosos. Bastava alguém vê-lo entrando ou saindo do quarto errado para o problema ganhar proporções maiores do que já tinha.
Praguejando baixo, enfiou as mãos nos bolsos.
A última coisa que precisava era alimentar ainda mais comentários, fofocas ou chegar aos ouvidos de quem não devia. Já havia confusão demais.
Sem muitas opções, decidiu ir para o bar d