Percebendo que eu não tinha a menor paciência, ela respondeu em voz baixa:
— Ela não está mais hospedada nesse quarto.
— O quê? — perguntei, confuso, sem entender o que aquilo significava.
— A sua mãe disse que era para tirar a Sara daqui — falou, olhando para o chão.
— E para onde diabos ela a mandou? — perguntei, já com a raiva subindo, sentindo vontade de socar a parede.
— Para o quarto dos empregados — explicou ela.
Não acreditei no que acabara de ouvir. Segurei o impulso de explodir e forcei a paciência que me restava.
— Por que ela mandou a Sara para o quarto dos empregados? — insisti, com a voz cortante.
— É que… — ela hesitou, e isso só aumentou minha irritação.
— Que merda, Lorena! — explodi. — Abre a boca e fala logo, ou eu perco a paciência e te mando embora daqui!
No mesmo instante, ela ergueu o olhar e me encarou, como se minha ameaça lembrasse a ela quem tinha o poder ali.
— Não, por favor, não faça isso — implorou.
Ela engoliu em seco e contou, tremendo:
— Eu não tive