— Me solte! — ela pediu, puxando o braço para perto do corpo e os olhos cheios de pavor.
— Vim te tirar daqui — expliquei, tentando que a voz soasse um pouco mais agradável, mesmo que estivesse nervoso com tudo aquilo que estava acontecendo.
Ela me fitou com ódio, como se tudo que eu dissesse tivesse um gosto amargo.
— Depois de ter me colocado nesse lugar? — perguntou, sem se importar com o tom da voz.
— De que está falando?
— Não se faça de desentendido — ela bradou.
Uma caminhonete freou ao nosso lado e Humberto, capataz da fazenda, desceu e nos observou confuso.
— Senhor Salles, precisa de alguma coisa? — perguntou o capataz.
— Não — respondi seco. — Só vim buscar a Sara.
— Eu não vou com você! — Ela respondeu firme, me olhando com o olhar de ódio.
— Ah, não? — perguntei nervoso. — Então quer dizer que prefere ficar nesse lugar e ser tratada como um animal?
— Qualquer lugar é melhor do que ficar perto de você ou da sua mãe.
— Pare de testar a minha paciência e venha comigo agora m