POV EROS
—Não tem problema, querida. Vai passar —disse a Celeste, tentando tranquilizá-la.
Olhei para o enorme nome preto “Esmeralda” estampado no meio do nosso novo conjunto de sofás de couro branco. Era uma peça clássica italiana antiga e valia uma fortuna.
—Faz anos que explico para ela que escrever e desenhar é só no papel, não nas paredes, móveis ou eletrodomésticos. Mas ela não entende.
—Ela é uma criança, não vai entender —puxei Celeste para perto e envolvi meu braço sobre os ombros dela