Cap. 183
As luzes frias da sala de cirurgia pairavam como luas pálidas sobre a pele sem cor de Aurora. Ela estava inconsciente, imóvel sobre a maca, respirando apenas com a ajuda dos aparelhos. Os monitores traçavam linhas rítmicas e impessoais, como se a vida dela estivesse pendurada em números e sons.
Ao lado, Andrews vestia o jaleco cirúrgico com as mãos enluvadas trêmulas, os olhos fixos nela. Nunca estivera tão perto de desmoronar. Nunca estivera tão certo de que, apesar de tudo, não poder