Roman Ostrov
O local era um armazém desativado nos arredores da cidade, um lugar onde ninguém questionaria os gritos que estavam prestes a sair. O silêncio era espesso, o ar carregado com um cheiro de ferrugem e umidade. Eu entrei no prédio com passos firmes, o som das minhas botas ecoando pelo chão de concreto. O desgraçado do psiquiatra estava acorrentado a uma cadeira no centro da sala, as luzes artificiais iluminando seu rosto pálido e suado.
O medo estava estampado nos olhos do homem